Bebê resgatada no Paraguai volta à família após sequestro em Campo Grande
Ayla Emanuelly foi localizada em Pedro Juan Caballero em ação conjunta de forças policiais e liberada pela Justiça após avaliação psicossocial.
Campo Grande — A recém-nascida Ayla Emanuelly, sequestrada no dia 6 de agosto, foi entregue à mãe nesta quinta-feira (13). A decisão judicial que autorizou o retorno da menina à família ocorreu após a conclusão de uma avaliação psicossocial.
A bebê foi resgatada no domingo (9) em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha à fronteira com o Brasil. Após a localização, a criança retornou à capital sul-mato-grossense na terça-feira (11), período em que permaneceu sob os cuidados do Conselho Tutelar.
De acordo com o relato da mãe à polícia, a adolescente de 17 anos compareceu à casa de uma mulher que havia oferecido R$ 100 para que ela cuidasse da bebê. A jovem foi ao endereço na companhia da irmã de 12 anos e da filha. No local, a suspeita ofereceu água às visitantes; a adolescente permaneceu acordada, mas a irmã adormeceu e despertou apenas por volta das 20h. Sob a ameaça de que ela e a irmã seriam "jogadas em um buraco", a jovem foi forçada a entregar a recém-nascida, que foi levada do imóvel.
As apurações mobilizaram a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e a Polícia Civil de Ponta Porã após a constatação de que os autores haviam cruzado a fronteira. A operação contou com a atuação integrada do Comando Bipartite e da Diretoria de Polícia de Amambay, permitindo que a unidade antissequestro paraguaia identificasse o cativeiro.
No sábado (8), um homem suspeito de ceder o imóvel para a manutenção da criança foi detido. Em nota, a defesa declarou estar tomando conhecimento dos detalhes do caso para comprovar a ausência de relação direta do cliente com os fatos imputados.
Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa foram presos no domingo (9), no imóvel em Pedro Juan Caballero, e encaminhados ao presídio de Ponta Porã. A defesa dos dois não foi localizada. Além do caso recente, Alex possuía um mandado de prisão em aberto por homicídio no Amazonas, crime pelo qual foi condenado a 11 anos e seis meses de reclusão em regime fechado.
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