Paradas cardiorrespiratórias e engasgos lideram chamados do Samu em Dourados
Central regional registrou mais de 23,6 mil ligações no primeiro semestre; médico reforça importância de repassar dados corretos pelo 192
Dourados — A Central de Regulação de Urgências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Regional Dourados contabilizou 23.634 ligações entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano. O volume representa uma média diária de 131 chamadas para atender a uma população estimada em 450 mil habitantes. A estrutura sediada em Dourados coordena os acionamentos de socorro do próprio município, além de Nova Andradina — incluindo o distrito de Nova Casa Verde —, Ponta Porã e Naviraí. Cada cidade conta com equipes próprias, mobilizadas conforme a gravidade da situação informada via telefone 192.
O município de Dourados concentrou a maioria das ocorrências: foram 15.141 chamadas no período, o que equivale a uma média de 84 telefonemas por dia e representa cerca de 64% de todos os acionamentos recebidos pela central regional no semestre. De acordo com o médico Otávio Miguel Liston, coordenador do Samu em Dourados, os quadros de parada cardiorrespiratória e engasgo figuram entre as principais demandas da unidade e exigem resposta imediata das equipes e de quem solicita o atendimento.
O coordenador enfatiza que responder com clareza às perguntas do médico regulador é determinante para definir o tipo de ambulância enviada, a composição dos profissionais e os equipamentos necessários para o primeiro contato. Em casos de parada cardiorrespiratória, o relato preciso viabiliza o despacho de suporte avançado, equipado com médico e insumos para reanimação.
"Cada minuto conta. Quando uma pessoa treinada inicia as compressões precocemente, aumenta a chance de sobrevida até a chegada da equipe."
Liston reforça ainda que o Samu não deve ser utilizado como mero transporte para acelerar a entrada em prontos-socorros ou Unidades de Pronto Atendimento (UPA). A orientação é acionar o serviço pelo 192 apenas diante de urgências que demandem intervenção imediata no local antes da remoção da vítima.
Diante de uma pessoa inconsciente e sem respiração normal, o procedimento inicial é ligar para o 192 e posicionar a vítima de costas sobre uma superfície rígida. O socorrista deve colocar as mãos no centro do peito e realizar compressões contínuas, mantendo os braços estendidos, em ritmo de 100 a 120 repetições por minuto. A manobra deve continuar até a chegada da equipe ou orientação médica, sendo recomendável o revezamento a cada dois minutos caso haja outra pessoa presente.
Para casos de engasgo em adultos e crianças maiores de um ano incapazes de falar, tossir ou respirar, a instrução é inclinar a vítima para a frente e aplicar cinco golpes firmes entre as escápulas. Se a via aérea permanecer obstruída, devem ser feitas cinco compressões abdominais acima do umbigo, repetindo o ciclo até a desobstrução ou a chegada do socorro. Em bebês menores de um ano, as compressões abdominais são contraindicadas: a criança deve ser posicionada de bruços sobre o antebraço, com a cabeça inclinada para baixo, para receber cinco golpes leves nas costas, seguidos de cinco compressões no peito com dois dedos ao ser virada de barriga para cima.
Pantanews — Informação regional em tempo real.